Paterson

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No novo filme do Jim Jarmusch, Paterson, os diálogos são esparsos e os dias rolam um atrás do outro sem pressa. Pouco acontece, mas tudo o que acontece é tocante de um jeito delicado, como as carícias de uma pluma. Tudo o que a gente sente é uma calmaria quase zen.

Adam Driver interpreta Paterson, um motorista de ônibus que no seu tempo livre trabalha em seus poemas com o mesmo senso de dever que dirige o seu ônibus. A narrativa do filme tem em si uma certa estrutura poética com “rimas” que surgem através de referências inter-diálogos e dos padrões que se apresentam constantemente a Paterson.

Para os personagens dessa história da vida comum, a inspiração do dia-a-dia não é um acessório, não é algo que a gente alimenta por capricho – mas uma necessidade inerente à vida. Observando-os a gente percebe que criatividade é algo presente nos pequenos gestos que compõem o cotidiano, independentemente dos seus frutos. Além disso, o filme é uma doce lição de cumplicidade – sobre ser único, mesmo junto.

Sem dizer mais, o bônus fica para o cameo mais legal do ano – de outro casal que todo mundo ama.

* Paterson estreia no Brasil em março de 2017

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2 comentários em “Paterson

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