Sem alça.

 

Fazer as malas é um pouco de decidir o que se quer ser e fazer. É um pouco de conjecturar, mas é também excluir possibilidades. É a resposta pra pergunta “Onde você se vê daqui a cinco anos?”. Só que é agora. É se resumir num retângulo só: prioridades e futilidades. Tem toques de ultimato: apego e desapego. Um vai e vem de coisas e de “deixa isso pra lá”. É um exercício pra se entender. Quanto mais faço malas, mais me conheço e desconheço. É aquela estranha relação com objetos que ninguém entende. Sério, pra quê essa meia-calça roxa? É se admitir desconexo. Escrever uma sinopse sem conhecer a história.

E no momento, eu aqui encaro uma mala vazia. Só cabe saudade. 

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3 comentários em “Sem alça.

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