O outro (e melhorado) Ted Mosby.

Parece existir nos formatos de série um padrão geral que tenta “normalizar” o personagem central – de forma que ele não cative tanto o espectador quanto os que o rodeiam, a não ser pelo fato de ser ele o protagonista. É assim com a Rachel e o Ross em Friends, com Will e Grace em Will & Grace, com o Seinfeld em Seinfeld e por aí vai…

Mas um fenômeno no mínimo curioso acomete grande parte dos fãs de How I met Your Mother: odiar o protagonista, o meloso e inseguro Ted Mosby. Na escala de normal a chato, ele chegou ao segundo extremo e ali ficou estacionado. Fico tentando me lembrar se esse é também um fato comum. Mas por mais que me esforce, não consigo recordar de nenhum outro protagonista que tenha odiado mais do que o supracitado. Por causa dele eu já quase desisti de ver a série e definitivamente não é por esperar pelo seu final feliz que continuo a vê-la. Por mim, ele até podia ser esquizofrênico e os filhos, frutos de sua imaginação – um final meio Lost.

O que eu não esperava era que o ator que interpreta o Ted pudesse ser um bom diretor e ótimo roteirista, fazendo-nos até mesmo esquecer do seu personagem mais conhecido e mais chato. E não tem nada a ver com roteiros super-elaborados-sci-fi-loop-no-espaço-e-tempo, mas sim com pessoas e frases. Sim, Ted Mosby é bom com frases. E prepare-se para o mais chocante: ele pode ser charmoso e até mesmo te conquistar.

O primeiro, com um título quase alemão que só é explicado lá pelo final, é o Happythankyoumoreplease. A história central é a de um escritor ainda preso na fase de contos que encontra um garoto perdido no metrô e, sem saber bem o que fazer com ele, acaba o “sequestrando”. Enquanto isso, sua amiga careca resiste às tentativas de conquista desastradas de seu colega de escritório e sua prima passa por uma crise com o namorado. Com situações bem diferentes, ele tece um padrão facilmente aplicável à vida. Eu até que queria explicar a coisa toda melhor, mas posso resumir dizendo que é um filme bonito. Bonito, pronto. Sem mais.

O outro se chama Liberal Arts e foi feito pra toda uma geração que ainda olha pra Universidade como um porto seguro. E é só parar pra pensar um pouco, revisitar aqueles anos, pra perceber que não é nada disso e ainda bem que já passamos daquela época (para os que ainda estão nessa, hang in there!). Se no outro filme Josh Radnor era um escritor, agora ele é um leitor desses chatos que julga uma pessoa pela capa. Resumindo toscamente: ele se apaixona por uma universitária, mas ela gosta da saga Crepúsculo. É um pega-pá-capá do tipo bom de assistir.

Recomendo demais os dois, que até combinam bem com essa mid-season.

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6 comentários em “O outro (e melhorado) Ted Mosby.

  1. Não fazia ideia dessa lado do ator que interpreta o Ted Mosby. Vou ter que conferir! E, sim, esse é o personagem mais detestável de todas as séries. A vida dele é tão melodramática que chega a ser irritante! Cada coisinha é um sinal divino… quem tem tempo pra isso? hahaha Muito cansativo! Bom saber que o ator não se resume a esse papel!

  2. Já tinha assistido ao “happythankyoumoreplease”, e achei lindimais. Tem umas quotes ótimas.

    E esse segundo, fiquei curiosa! Vou procurar.

    Btw, não sofro da síndrome de HIMYM, porque eu nunca assisti! :O
    hahaha

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