Aleatoriedades #4

  • Jiro Dreams Of Sushi – David Gelb ★★★★★

Um documentário sobre um sushiman. Mas calma, não durma ainda. Definí-lo dessa forma é reduzir demais. Trata-se, na verdade, de um documentário sobre a perfeição, sobre a paciência e perseverança. Lindo de ver e de sentir.

Agora aqui em casa qualquer mínima ação relacionada à cozinha dá ensejo à questão: “O que Jiro Ono acharia disso?”. Até mesmo o miojo de carne de ontem à noite nos levou a esse questionamento. É, vida dura.

  • Argo – Ben Affleck ★★★★★

Argo é o tipo de filme que te segura nas pontas dos dedos do começo ao fim. Um feito, é preciso admitir. Não é nem um pouco fácil manter o espectador numa tensão constante durante todo um longa. Ainda mais com momentos de tensão extra, nos quais você tem vontade de se levantar e sair correndo pra detrás da tela pra tentar resolver alguma coisa.

A atuação do Ben Affleck é aquela coisinha de sempre, mas como diretor ele realmente merece prêmios e mais prêmios. Uns ele ganhará pela escolha da temática política, claro; mas acredito que até no tratamento que ele deu ao tema houveram bons acertos. A montagem também é impecável, cria uma ambientação perfeita e você fica cada vez mais envolvido naquela história. Simplesmente não cansa.

  • Holy Motors – Leos Carasx ★★★

Por mais incrível que pareça, o nome do diretor é a parte mais fácil de explicar de todo o filme. Dizem que, ainda criança, ele mudou o seu nome para Leos Carasx, que na verdade seria “L’Oscar à X” (“O Oscar vai para X”). Sim, ele é tão determinado assim. Mas apesar de todo o barulho que se fez sobre o filme, ele não foi indicado a nenhuma categoria. Ah, sobre o quê o filme fala? Sobre a vida, sobre a nossa atuação. As intervenções do personagem principal representam o tal motor sagrado que nos traz momentos determinantes. Ou ao menos é o que parece, porque o final desconstrói tudo. Tudo. Eu fico com três estrelas por ainda não o ter digerido muito bem, mas é definitivamente um filme que merecia uma indicação.

O blogue com críticas sobre cinema e seriados mais sincero que você vai encontrar, acompanhadas da reconhecidíssima “Média Claire Danes”. Nunca mais hei de contar ovos no Omelete.

Acordar no meio da noite sufocando com medo da morte, deduzir que qualquer sintoma é automaticamente câncer, visitar médicos a qualquer sinal diferente. Talvez você não seja um hipocondríaco, mas sim um alarmista.

Não bastou trazer em sua própria trama questionamentos profundos sobre a forma como vivemos, O Som ao Redor se expande e provoca a reflexão sobre os modelos de distribuição em voga nos cinemas do país. Iremos continuar a digerir os formatos pré-estabelecidos pelo cinema americano ou teremos a coragem para desenvolver o audiovisual brasileiro de forma genuína? Dá uma felicidade imensa ver um diretor se expor dessa forma, usando o sucesso do seu filme não apenas em proveito próprio, mas para levantar uma bandeira maior que ele.

“Tem essa coisa do papel que é designado a um filme como O Som ao Redor, como se fosse somente um filme para ser exibido em festivais. O mercado estabelece que o gênero da comédia estúpida, que vem principalmente do Rio de Janeiro, será lançado com muito dinheiro, com o apoio da Globo Filmes e necessariamente irá bem. E um filme como O Som ao Redor não teria espaço, por ser autoral. Precisamos entender qual a régua que usamos para medir o sucesso de um filme no Brasil. Há uma discussão ainda muito subdesenvolvida em relação à forma como o mercado impõe papeis aos filmes” – Kleber Mendonça Filho

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