Aleatoriedades #3

Mais uma listinha confeccionada num dia de verão. Preguiçoso como todos os outros, mas dessa vez também chuvoso.

  • Livro: Doze Contos Peregrinos – Gabriel García Márquez ★★★★★

Na introdução, Gabriel García Márquez conta que passou doze anos para finalizar esse livro de contos. Doze anos que o envolveu numa relação curiosa com a sua própria obra. Em alguns momentos ele decidiu desistir de tudo e jogar no lixo, depois se arrependeu, etc. As histórias são todas sobre latinos americanos vivendo na Europa: a trabalho, passando as férias, realizando tratamento médico. Enfim, são os peixes fora d’água.

Gosto especialmente deste trecho, do tipo que é para copiar e ler diariamente:

Sempre acreditei que toda versão de um conto é melhor que a anterior. Como saber então qual deve ser a última? É um segredo do ofício que não obedece às leis da inteligência mas à magia dos instintos, como a cozinheiroa que sabe quando a sopa está no ponto. Seja como for, por via das dúvidas, não tornarei a lê-los, como nunca tornei a ler nenhum dos meus livros com medo de me arrepender. Quem os ler saberá o que fazer com eles.

Se até ele, então pra quê se preocupar?

  • Filme: The Perks of Being a Wallflower – Stephen Chbosky ★★★

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É o tipo de filme que você sabe que foi baseado num livro. Nesse caso, o livro foi escrito pelo diretor do filme (ou o filme foi dirigido pelo escritor do livro). Pontos positivos: alguns momentos de reflexão do protagonista são interessantes e os conflitos adolescentes saem da fórmula básica. A Emma Watson me fez querer desistir por várias vezes. Ótimo cabelo, péssima atuação. No fim das contas, a trilha sonora oitentista salva. Dizem que vale à pena ler a obra original, mas não estou disposta a descobrir.

  •  Filme: Limite – Mario Peixoto ★★★★★

Vi esse filme numa aula de fotografia e tenho que dizer: é lindo até doer nos ossos. Por ser um longa metragem mudo, pode se tornar um pouco cansativo e algumas pausas são bem-vindas. Em compensação, a trilha sonora é muito comovente e deixa as imagens ainda mais delicadas.

Para dar algum crédito ao seu longa, Mario Peixoto chegou a escrever uma falsa crítica assinada por Eisenstein. Na época (década de 30), o filme não teve muita repercursão. Hoje é considerado uma das grandes obras do cinema brasileiro.

  • Filme: Ruby Sparks – Jonathan Dayton e Valerie Faris ★★★★★

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“A Namorada Perfeita” é o título em português. Porque, claro, é preciso sempre dar um ar bizarro aos títulos traduzidos. Não, não é um filme com a Jennifer Aniston. Apesar de poder ser classificada como uma comédia romântica, essa história foge do convencional e ficou perto de ser o meu filme favorito de 2012 na categoria “own”. E por que foge do convencional? Se eu contar, estraga. Só mais uma informação: os produtores são os mesmos de Pequena Miss Sunshine. Só por isso eu já me convenci.

Apenas dedicatórias encontradas em livros. E isso basta.

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